Precipitação nas safras 2015/16 e 2016/17 em Diamantino – MT

Introdução

O ano agrícola 2016/17 foi caracterizado pelo fenômeno La niña, este, segundo a NOAA (National Oceanic and Atmospheric Administration), findou no mês de fevereiro e deixou algumas marcas para a agricultura nacional, entre elas, a extensão do período de chuvas. Para ilustrar simplificadamente as consequências do referido fenômeno, este simples relatório tem o objetivo de apresentar uma comparação entre a ocorrência das chuvas entre as safras 2015/16 e 2016/17 para o município de Diamantino – MT.

Material e métodos

Os dados de precipitação são oriundos do (INMET 2017), com data final de coleta em junho de 2017. Posteriormente, utilizando o programa computacional R Core Team (2012) , os dados foram processados para a obtenção de frequência diária e montante mensa acumulado da precipitação. Como dia chuvoso, considerou-se os dias em que a precipitação foi maior que 0,0 mm.

Resultados e discussões

Comparando o período inicial da época de semeadura da soja, que ocorre no mês de outubro (respeitando o vazio sanitário), nota-se as ocorrências de dias chuvosos são semelhantes, persistindo o comportamento para os demais meses entre os anos 2015 e 2016 (Figura 1).

Figure 1: Frequência de precipitação para o município de Diamantino - MT

Figure 1: Frequência de precipitação para o município de Diamantino – MT

Em junho de 2017 provavelmente houve uma falha no registro dos dados, pois não há disponibilidade dos mesmos. Quanto ao volume da precipitação mensal, nota-se que para o mês de janeiro ocorreu maior quantidade de chuvas e volume no ano de 2017 em relação à 2016 e 2015, repetindo o mesmo comportamento para fevereiro e março (2).

Figure 2: Precipitação para o município de Diamantino - MT

Figure 2: Precipitação para o município de Diamantino – MT

No meses de março, abril e maio, como esperado, há diminuição da ocorrência das chuvas, contudo para o ano de 2017 o decréscimo é mais lento em relação aos demais anos analisados (Figura 3).

Figure 3: Precipitação mensal acumulada para o município de Diamantino - MT

Figure 3: Precipitação mensal acumulada para o município de Diamantino – MT

Além da redução de chuvas mais lenta, o volume acumulado para cada mês evidencia o efeito la Niña para o ano agrícola 2016/17. Outro fenômeno que fica claro, sem intenção de correlacionar os fenômenos, é a seca ocorrida em 2016 na região. Percebe-se que em março deste ano o volume de chuva é inferior aos demais anos e em maio é praticamente nula. Comparando as diferenças de precipitação do ano de 2017 em relação à 2016, para os meses de janeiro, fevereiro, março, abril e maio foram 50.5, 145.5, -14.1, 37.4 e 2359.5%, respectivamente.

Para melhor compreensão do comportamento de precipitação recomenda a leitura de artigos científicos, como sugestão (Dallacort et al. 2011).

Referências

Dallacort, Rivanildo, Juliano Araujo Martins, Miriam Hiroko Inoue, Paulo Sérgio Lourenço de Freitas, and Ademar Junior Coletti. 2011. “Distribuição das chuvas no município de Tangará da Serra, médio norte do Estado de Mato Grosso, Brasil.” Acta Scientiarum. Agronomy 33 (2). doi:10.4025/actasciagron.v33i2.5838.
INMET. 2017. “Rede de Estações Climatológicas.” Instituto Nacional de Metereologia. http://www.inmet.gov.br.
R Core Team. 2012. “R: A Language and Environment for Statistical Computing.” Vienna, Austria: R Foundation for Statistical Computing. http://www.r-project.org/.
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